quarta-feira, setembro 04, 2002

MAIS DOIS TEXTOS LINDOS DE AMIGOS MEUS...


Este é da Cecília...

Renascimento


Todos os dias ela acorda à mesma hora e sai de casa como se fosse a primeira vez. Seus olhos vêem as mesmas paisagens, o modo de ver é que nunca é igual. E nem poderia, pois ela propôs-se fazer tudo exatamente diferente a cada novo amanhecer. É como um renascimento diário naquele incansável corpo que teima em manter o mesmo rosto de menina desde os seus quinze anos de idade.
Ela é um paradoxo: ao mesmo tempo em que chega aos extremos da timidez, não vê melhor passatempo no mundo inteiro do que conhecer novas pessoas, ou mesmo descobrir novos segredos nas pessoas já conhecidas. Amante do silêncio, que quase sempre a leva à reflexão, não perde a oportunidade de começar um assunto qualquer quando sente estar no meio de almas tão leves quanto a dela.
Em dias perfeitos, ela gosta de ir ao parque da cidade, abraçar algumas árvores, e fazer carinho nas flores. O canto leve dos pássaros enche seu espírito de esperança para continuar com o seu propósito de renascer a cada novo sol.
Ela é melancólica, o que a faz pensar em desistir de seguir em frente em determinadas ocasiões, especialmente quando tropeça em pedras ao longo do percurso. Mas ela descobriu que é preciso transformar pedras em poemas, afinal até as pobres pedrinhas têm o seu valor no mundo.
É assim que ela vai vivendo: cada dia é único em sua existência, cada pessoas, paisagem, sentimento são únicos, e mesmo que voltem para ela, nunca são os mesmos, e nem a tocarão da mesma forma. Sua vida agora é só poesia, construída a partir da eterna novidade que é existir.

É como reviver cada momento com os olhinhos curiosos e brilhantes de uma recém-nascida!


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:: Cecília 21:23 ::

Este é do Marco (de novo)

A Fuga



Hoje pela manhã, decidi fugir do mundo.
Então fui correndo até aquele lugar onde o mundo acaba, mas chegando lá não encontrei um abismo como todos diziam, e sim um muro. Um muro tão alto, mas tão alto, tão imensamento alto que percebi que ele era o próprio céu. Mas eu já tinha chegado até ali e não podia voltar atrás. E apesar do meu medo de altura decidi continuar. Fui escalando, escalando, escalando, sem nunca olhar para baixo, durante vários minutos, que se tornaram horas, que se tornaram dias, que se tornaram meses, que se tornaram anos e tanto tempo se passou que eu já nem lembrava mais porque estava subindo. Mas eu já tinha chegado até ali e não podia voltar atrás. Então fui subindo, subindo, subindo, subindo e subi tão alto que minha vida pareceu distante, tão distante que já não conseguia mais lembrar quem eu era. Mas eu já tinha chegado até ali e não podia voltar atrás. Então subi, e mais um pouco, e mais e mais, até que subi tanto mas tanto, que eu já não sabia coisa alguma, nem onde era em cima, nem onde era embaixo, e nem o que era o muro ou o que era eu. Não sabia o que era dor, nem tristeza, nem amor, nem amizade. Não sabia o que era o tempo nem a distância. Não sabia o que era o doce e nem o amargo. Nada. Então, sem ter medo, pois não sabia o que era medo, olhei para baixo que nem sabia onde ficava, e vi, a poucos centímetros dos meus pés que nem sabia serem meus, o chão. E ao ver o chão, o reconheci. E ao reconhecê-lo, me lembrei de pisá-lo. E ao pisá-lo, me lembrei de andar. E ao andar, me lembrei de ir. E ao ir, me afastei do muro. E ao me afastar dele, me aproximei do mundo. E ao ver o mundo, me lembrei de mim. E sorri. "Prazer em conhecer, Marco". Então me lembrei de tudo... e nunca mais precisei fugir.

:: Marco Romer 23:21 ::

terça-feira, setembro 03, 2002

MEDO(?)

Você não tem medo de me perder
Você tem medo de perder o controle que tem sobre mim
O controle de poder me fazer rir ou chorar
O poder de me deixar esperando sem reclamar

Você sabe que é só me chamar
Que eu só fico esperando um olhar
Que me alegro com um simples sorriso
Que ganho o dia ao ouvir sua voz

Ao ouvir você dizer "EU TE AMO"

Não, você não tem medo de perder esta chata
Uma chata que agora só escreve

Saiba que esta chata só sabe escrever na tristeza
Que jamais serão encontradas páginas de alegria
Pois quantas vezes eu tentei escrever para meu anjo
Mas as palavras que saíram eram todas dedicadas a você

Meu anjo agora segura a minha mão
Queria me sentir segura como ela
Mas não consigo
Simplesmente porque agora minha outra mão segura uma caneta
Não a sua mão

segunda-feira, setembro 02, 2002

LOG

[22:39] <@[-LetalGirl-]> e o problema não é esse
[22:39] <@[-LetalGirl-]> se ele jogasse e fosse carinhoso td bem...
[22:39] <@[-LetalGirl-]> o problema é q as vezes ele consegue se superar na grosseria,saca...
[22:40] <@[-LetalGirl-]> mas eu gosto demais dele...
[22:40] <@[-LetalGirl-]> amo demais
[22:41] <@[-LetalGirl-]> entreguei-me 100% e não consigo me pegar de volta
[22:41] <@[-LetalGirl-]> e não sei se kero
[22:42] <@[-LetalGirl-]> e se kisesse, não saberia como fazê-lo
...DÓI, DÓI, DÓI...

Quando éramos indestrutíveis
Eu sabia que jamais me sentiria sozinha
Sabia que estava segura
Sabia que não precisaria mais chorar.

Mas o tempo, que nada perdoa
Logo ele, fiel aliado
Sentiu-se abandonado,
Pois eu não tinha mais feridas para ele curar
Enciumado,deu um jeito de me deixar triste de novo

Apagou a nossa chama

Mas não há nada mais fácil que culpar o tempo e a rotina
Eu sei que errei
Por que não admite também?

O que sei agora é que minha certeza foi embora
Não me sinto mais segura
E choro implorando um abraço

Nem mesmo a chegada de um anjo abafou minha solidão
Pois mesmo sabendo que jamais estarei sozinha
Há algo que ela jamais poderá suprir:
A falta que eu sinto de você


domingo, setembro 01, 2002

COMENTÁRIO RÁPIDO!


Um dos meus ex-namorados virou uma árvore de natal do inferno(valeu,Cecilia!!)!!!! Mais detalhes depois....!!!!
ALGO DE TIRAR O FÔLEGO

Maldita seja você, que existe em mim. Te abri minha alma, te acolhi, te cuidei e alimentei, te confundi comigo. Sua figura está pregada nas paredes do meu ser, seu cheiro, sua luz, sua pele que nunca se misturou com a minha. Eu te amei, eu te amo, e eu não te odeio por não ter me amado de volta, só te amo e não consigo evitar. E você me pune, não você, mas você em mim, me fere, me tortura, me mata e não me deixa em paz, livre. Que sua essência faça parte de mim, inevitável. Que você exista em meus pensamentos, aceito. Mas não como pixações compulsórias, marcas de ferro quente, tua boca que não sai da minha, tua carne que cheira em tudo, tua presença na minha retina, sol que me cega, lábios que fumam, tanta tristeza, amor desgraçado que eu nunca escolhi. Me jogo da ponte, corto meus pulsos, um tiro no crânio, toda noite, todo dia e você sobrevive, suporta, me mata de novo e acordo, te procuro, desejando que tenha sido um sonho, pesadelo. O telefone toca mas não é o seu número. Nunca mais. A última voz que ouvi na vida foi a tua, depois fiquei surdo, cego, burro. Ainda sinto cheiro, gosto. Maldito seja o mundo com sabor de você.

"Não sinto nada por você". Deus, lhe imploro, faça-a calar.

:: Marco Romer 21:41 ::